No minuto em que você coloca uma IA pra atender, dados pessoais passam por ela. É aí que o jurídico levanta a mão — com razão. A boa notícia: usar IA no atendimento é compatível com a LGPD, desde que você entenda alguns conceitos. Este guia é uma visão geral prática, não substitui seu jurídico.
Controlador x Operador A LGPD separa quem decide como os dados são usados (controlador) de quem trata a mando de outro (operador). Sua empresa costuma ser a controladora; a plataforma de IA, a operadora. Isso precisa estar num contrato de tratamento (DPA).
Base legal Todo tratamento precisa de base legal: execução de contrato, legítimo interesse ou consentimento. Mapeie qual base cobre cada uso — responder um pedido é diferente de mandar campanha depois.
Onde os dados moram Muitas ferramentas enviam dados pra fora do Brasil. Não é proibido, mas exige salvaguardas. Prefira plataformas com dados no Brasil e transparência sobre os sub-operadores.
Direitos do titular Seus clientes podem pedir acesso, correção ou exclusão. A plataforma precisa te dar meios de atender isso e ter política clara de retenção.
Segurança não é opcional Criptografia em trânsito e repouso, controle de acesso por papéis, 2FA e auditoria são o mínimo. Pergunte como o fornecedor protege as credenciais das integrações.
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